A candidata à liderança do CDS-PP Assunção Cristas recusou, este sábado, que o partido se limite a "pequenas ou grandes" bandeiras e nichos, defendendo que os centristas devem dar "respostas concretas para todas as áreas".

Evidentemente, nós em cada momento procuraremos sublinhar uma ideia, uma proposta, um caminho, mas neste momento interessa muito mais dizer que do CDS não esperem apenas uma ou alguma bandeiras do CDS. Têm de esperar, podem esperar, respostas concretas para todas as áreas que à política compete responder", afirmou Assunção Cristas perante o 26.º Congresso do partido.

Assunção Cristas sublinhou que o partido não deve estar "na grande ou pequena bandeira, não é no grande ou pequeno nicho, não é neste ou naquele público, é em todos".

É isso que nos faz afirmar como um partido grande, um partido que quer crescer e não com um partido que se contenta com uma dimensão que já é muito boa e muito relevante, mas que não é aquela que nós entendemos que o país merece", defendeu.

Assunção Cristas falava perante o Congresso pela terceira vez desde que a reunião magna dos centristas começou em Gondomar, Porto, antes de a sua moção "Ambição e Responsabilidade" ser votada, em alternativa à moção de Miguel Mattos Chaves, o único subscritor de moção de estratégia global que não a retirou a favor de Cristas.

A candidata à liderança dos centristas anunciou que acolherá das moções que foram discutidas a proposta de criação de um gabinete de acolhimento e apoio ao militante, que será coordenado por Diogo Moura.

A secretaria-geral do partido ficará a cargo de Pedro Morais Soares, anunciou igualmente a candidata.

Mattos Chaves interveio igualmente, para sublinhar o estudo e reflexão que a moção envolveu, sublinhando que a sua "contribuição ficou dada", cumprindo o seu dever de acompanhar as críticas com a apresentação de uma alternativa.

O candidato criticou o parceiro de coligação do CDS, apelidando o PSD de ‘federação nacional dos agarrados ao tacho’ e condenou igualmente o rumo da União Europeia.

O único desígnio que conhecemos foi entrar na União Europeia, sem qualquer contrapartida", afirmou, sublinhando que Portugal é o único Estado membro que não tem reservas aos tratados.