A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu que é preciso saber se o ministro da Segurança Social recebeu denúncias sobre a associação Raríssimas e se agiu em conformidade ou se "foi conivente".

"Temos de perceber em que medida o ministério estava ou não estava atento, recebeu ou não recebeu denúncias, atuou em conformidade com essas denúncias, ou simplesmente não atuou e foi conivente com aquela atuação", defendeu Assunção Cristas.

A líder centrista disse não gostar de "julgar antecipadamente pessoas", mas considerou que "há esclarecimentos que têm de ser prestados e há um muito simples": "Recebeu ou não recebeu no Ministério denúncias sobre estas situações e mandou investigar ou não?"

Assunção Cristas referia-se a alegadas denúncias sobre a gestão da Associação Raríssimas, da qual o ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, foi presidente da Assembleia-geral entre 2013 e 2015.

Vieira da Silva negou, na segunda-feira, ter tido conhecimento de denúncias de gestão danosa da associação Raríssimas e anunciou uma ação de inspeção à entidade, a começar nos próximos dias.

"Nem eu nem a minha equipa tivemos qualquer informação sobre denúncias de gestão danosa pela associação Raríssimas. Nunca foi entregue a mim ou ao Instituto de Segurança Social denúncias sobre uma eventual gestão danosa", disse Vieira da Silva, acrescentando que as informações recebidas foram sobre alegadas irregularidades estatutárias e não "atos de gestão danosa".

Já esta quarta-feira a comissão de Trabalho e Segurança Social aprovou por unanimidade um requerimento do PS para que o ministro Vieira da Silva preste esclarecimentos sobre o caso relativo a suspeitas de gestão danosa na associação Raríssimas.

O requerimento foi aprovado por unanimidade na reunião daquela comissão parlamentar, faltando agendar uma data para a audição do ministro.