A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou que seria positivo para o país que a eleição do presidente do Conselho Económico e Social (CES) fosse ultrapassada rapidamente, escusando-se a comentar o nome de Correia de Campos para aquele organismo.

“Acho que seria positivo para o país que esse assunto também fosse ultrapassado rapidamente”, afirmou Assunção Cristas, na Ribeira Grande, Açores, onde visitou a empresa Insulac, unidade de produção de queijo, manteiga e leite em pó.

Comentando o facto de Correia de Campos ter falhado a eleição para presidente do CES, a presidente do CDS destacou que o partido “não teve nada a ver com esse processo”, pois “não faz parte dos dois terços necessários para decidir estas matérias no parlamento”.

“Tivemos uma informação, certamente por parte do PSD com quem temos um diálogo estreito, mas não fizemos parte de qualquer troca de impressões e negociações com vista a encontrar uma solução para o CES ou para os outros nomes para os diferentes órgãos que foram ontem (quarta-feira) eleitos”, disse.

A dirigente centrista referiu que “esses dois terços são hoje em Portugal constituídos pelo PSD e pelo PS, o Bloco de Esquerda parece que se juntou e deu uma ajuda pelo menos numa parte”, mas garantiu desconhecer “o que terá acontecido entretanto”.

Sobre a escolha de Correia de Campos, Assunção Cristas declarou não ter “comentários a fazer nessa matéria”, salientando que “não tinha que ser tida nem achada”, pelo que “quem tem essa responsabilidade é que tem de resolver esse assunto”.

Na quarta-feira, o antigo ministro socialista Correia de Campos falhou a eleição para o cargo de presidente do CES, não obtendo os dois terços necessários por parte dos deputados, disse à agência Lusa fonte parlamentar.

A mesma fonte adiantou que os cinco nomes acordados pelo PSD e PS para o Tribunal Constitucional alcançaram os dois terços de votos necessários, assim como os nomes propostos para o Conselho Superior de Magistratura e para a Entidade do Segredo de Estado.

Após meses de impasse, na sexta-feira passada o PSD e PS chegaram a um acordo para que o socialista Correia de Campos sucedesse a Luís Filipe Pereira (também antigo ministro da Saúde, mas dos executivos de Durão Barroso, PSD/CDS) no cargo de presidente do CES.

Como contrapartida, o PS comprometeu-se a aceitar uma proposta do PSD quando se colocar a questão da substituição do provedor de Justiça em 2017.