A líder do CDS-PP disse esta quinta-feira que a agricultura é “um parente pobre” do Governo, alertando que o executivo de António Costa não está a cumprir a sua “quota parte” neste setor.

O Governo não está a cumprir a sua parte nesta matéria, não dá prioridade à agricultura e eu não posso perder uma oportunidade de denunciar isto mesmo e de chamar à atenção o Governo, o senhor ministro da Agricultura e o senhor primeiro-ministro, porque a agricultura tem sido também um parente pobre neste Governo”, afirmou Assunção Cristas durante uma visita à Feira Agrícola do Norte – AgroSemana, na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto.

A líder centrista salientou que, se Portugal quer ter uma agricultura renovada, sofisticada e que aproveite as melhores tecnologias, compete ao Estado mobilizar os fundos europeus e nacionais para que isto aconteça.

Não é admissível que hajam concursos por decidir ou verbas por atribuir há mais de um ano, que o Programa de Desenvolvimento Rural [PDR] esteja parado e que as pessoas queiram investir e que, por vezes, tenham projetos aprovados, mas não tenham cabimentação orçamental para lhes poderem dar seguimento”, disse.

A líder do CDS-PP garantiu que o partido continuará a denunciar estas situações no Parlamento porque “não é aceitável” que o PDR 2020 tenha uma baixa execução e que as pessoas estejam à espera dos fundos.

É extraordinariamente importante que nós apoiemos a produção nacional e valorizemos o nosso produto”, salientou.

Questionada sobre o pedido de apoio dos vitivinicultores ao Governo, depois de prejuízos de milhões devido ao calor, Assunção Cristas reforçou que o clima está cada vez mais incerto, tendo de haver mecanismos preventivos para essas situações.

Em todo o caso tem de haver cuidado e atenção permanente a este setor que é coisa que, infelizmente, não acredito que esteja a existir porque ando por todo o país, ouço muitas queixas e vejo muita vontade de investir, mas infelizmente o Governo não tem estado a acompanhar essa vontade”, ressalvou.

Para Cristas, o Governo tem de mobilizar verbas porque se trata de crescimento económico, de produção nacional e de criação de emprego.