A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu que o chumbo no parlamento à audição das ordens dos Médicos e dos Enfermeiros mostra "a forma de atuar das esquerdas unidas" de "falta de capacidade de diálogo democrático".

É um exemplo lamentável de falta de capacidade de diálogo democrático no nosso país", acusou Assunção Cristas, durante uma ação de campanha à Câmara de Lisboa da coligação "Pela Nossa Lisboa" (CDS-PP/MPT/PPM).

A líder centrista argumentou que PCP e BE contestam o ministro da Saúde e põem-se "ao lado daqueles que reclamam por outras condições", mas "na hora H" chumbam a possibilidade de ouvir "os bastonários das ordens profissionais, que podem dar o contraditório e o retrato fiel do que se está a passar na área da Saúde".

Esses partidos que se dizem tão democráticos, chumbaram o requerimento do CDS e impediram que os bastonários fossem ao parlamento prestar os esclarecimentos e dar a sua visão sobre o funcionamento das coisas", sustentou.

"Isto mostra bem a forma de atuar das esquerdas unidas", vincou.

A presidente do CDS-PP disse ainda ser "muito preocupante" que Portugal arrisque perder fundos comunitários por falta de execução, conforme noticia o jornal Público.

Deu muito trabalho disputar estes fundos comunitários e ter um bom pacote de fundos comunitários para o país. É lamentável que este Governo não tenha a capacidade de executar os fundos ao ritmo necessário, para garantirmos que nem um euro se perde, nem um euro é devolvido a Bruxelas", afirmou.

Assunção Cristas disse ouvir muitas críticas, por exemplo, "numa área que aparentemente é cara ao Governo, a da qualificação e formação profissional", com "centros de formação profissional que têm hoje menos financiamento do que há três anos" e turmas a encerrar.

O secretário de Estado do Desenvolvimento disse hoje que falta certificar 132 milhões de euros de despesa dos fundos PT2020, o que será feito até final do ano, pelo que Portugal não perderá "um único euro" de dinheiro comunitário.

A meta que temos de cumprir este ano de 2017 é de cerca de 2,8 mil milhões de euros e globalmente o valor até está ultrapassado. O que sucede é que as regras obrigam a fazer também o apuramento por programa operacional e, dentro do programa, por fundo [comunitário]. Por fundo, existe ainda 5% que neste momento falta cumprir, mas ainda temos quase quatro meses à frente", afirmou à Lusa Nelson de Souza.