A presidente do CDS-PP atribuiu esta quarta-feira ao dinamismo das empresas e à legislação laboral o crescimento da economia, renovando o apelo ao Governo para que não altere as leis do trabalho, apesar das "pressões sucessivas" das "esquerdas radicais".

Este crescimento alcança-se com uma legislação laboral que até agora não tem sido alterada e que nós esperamos que o Governo resista a alterá-la, apesar das pressões sucessivas por parte das esquerdas mais radicais para que haja mudanças nesta área", defendeu Assunção Cristas.

Durante uma visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas, em Lisboa, a líder centrista argumentou também que os números do crescimento económico "estão associados ao grande trabalho de muitas empresas quer nacionalmente, que investem arriscando o seu capital", quer "aquelas que procuram no mundo inteiro formas e oportunidades para expandir o seu negócio".

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que a economia portuguesa cresceu 2,7% no conjunto de 2017, um ritmo de crescimento anual acima da média europeia, e o mais elevado desde 2000.

Aqui temos a prova provada de que é possível crescer economicamente, criar emprego, baixar o desemprego, com uma legislação com estabilidade", vincou Assunção Cristas.

A menos de um mês do Congresso do CDS e a dois dias do início da reunião magna do PSD, a líder centrista recusou pronunciar-se sobre a influência da nova liderança do antigo parceiro de Governo e preferiu concentrar-se no elogio às empresas, relacionando o dinamismo do setor privado com os êxitos da economia.

A oposição que nós fazemos ao Governo tem a ver com aquilo que corre mal e que nós achamos que é da responsabilidade do Governo. Certamente que números positivos de crescimento da nossa economia são bons para o país", defendeu.