A líder do CDS-PP considerou que, mais importante que a gestão da ADSE, é necessário perceber se existem condições para todos os beneficiários que o desejem possam aderir voluntariamente a esse sistema de saúde.

"Para nós, a questão central é perceber se há condições para que outros portugueses, querendo voluntariamente e contribuindo para o sistema, também possam aderir à ADSE", afirmou a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita às instalações Luso Yacht, empresa que constrói embarcações de turismo, na Doca de Santo Amaro, em Lisboa.

Questionada sobre o relatório da Comissão de reforma da ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado), tornado público na terça-feira e no qual é defendido que a nova entidade deverá ser pessoa coletiva de direito privado, de tipo associativo, sem fins lucrativos e de utilidade administrativa, Assunção Cristas ressalvou que o partido vai ainda estudar as conclusões apresentadas, mas vincou a necessidade de equacionar o alargamento do leque de beneficiários, para garantir que mais pessoas possam contribuir para o sistema.

"Aquilo que nós gostaríamos de ver é a possibilidade dos portugueses que o entendessem pudessem aderir à ADSE, naturalmente estudando e com cautelas nessa matéria, e esse para nós é o ponto mais relevante, muito mais relevante do que as questões relacionadas com a gestão ou como será feita a gestão do mecanismo, é saber como é que as pessoas podem aderir a um sistema de saúde que é relevante e é positivo", referiu a líder do CDS-PP.

Questionada sobre a hipótese da privatização da ADSE, Assunção Cristas insistiu que "para o CDS a questão não está aí", mas em saber se o mecanismo pode ser alargado a outras pessoas que queiram aderir, contribuindo para o sistema.

Aliás, acrescentou, do relatório agora conhecido, também resulta que "uma das formas de garantir a sustentabilidade da ADSE é precisamente alargar o leque de beneficiários, garantindo que mais gente contribui para o próprio sistema".

Relativamente à possibilidade de alargar também aos contratados a prazo a hipótese de aderirem à ADSE, a presidente do CDS-PP disse que a matéria terá de ser estudada, reiterando que a ideia seria "progressivamente ir alargando a outras pessoas, procurando garantir sempre a sustentabilidade do próprio sistema, segundo reporta a Lusa. 

Entretanto, o Governo esclareceu que ainda não tomou qualquer decisão sobre o modelo da reforma da ADSE, mas a privatização do subsistema de saúde não está nos planos.