O PS apresentou esta quinta-feira o manifesto eleitoral às europeias, onde demonstra confiança numa «nova forma de estar na Europa» e reclama «emprego e crescimento» e uma voz «muito mais forte» de Portugal no seio da União Europeia (UE).

Num documento de 32 páginas, intitulado «Mudança» e com o subtítulo «Mudar Portugal, Mudar a Europa», os socialistas abordam o espaço europeu mas não esquecem a situação de Portugal, que «merece outro futuro» que «só pode acontecer se o governo da Europa e o governo do país mudarem».

«O primeiro passo [para outro futuro] será o de colocar no Parlamento Europeu e na Comissão Europeia pessoas de confiança e com visão. Este passo servirá também para Portugal enviar aos parceiros europeus uma mensagem clara: estamos contra as políticas europeias, tal como foram aplicadas em Portugal. Temos de mudar de políticas e já! O passo que tem de se seguir, e é urgente, é o de mudar o Governo de Portugal», reclama o PS no seu manifesto eleitoral, apresentado na sede do partido, em Lisboa.

No dia 25 de maio, data marcada em Portugal para as eleições ao Parlamento Europeu, é dia de «dizer que basta desta política de empobrecimento e desta política de engano», diz o PS.

«Vamos dizer que queremos emprego, crescimento e uma nova forma de fazer política», advogam os socialistas.

«Ao fim de três anos, sabemos com o que podemos contar por parte deste Governo: mais austeridade, mais desemprego, mais famílias na pobreza, mais desigualdade, mais jovens empurrados para a emigração. Um país sistematicamente do lado errado na Europa, sempre disponível para fazer o jogo dos outros e sempre incapaz de erguer a voz para defender os interesses dos portugueses», diz ainda o PS.

A «principal fatura paga» pelo país com os «erros da governação», reclamam ainda os socialistas, «tem sido uma fatura humana».

«Epobrecimento generalizado ameaçando a classe média e atirando muitas portuguesas e portugueses para níveis de vida indignos» e «uma subida exponencial do desemprego empurrando muitos dos melhores para fora do país» são exemplos dessa «fatura» apresentados no manifesto do PS.

A UE, lembra ainda o partido que avança com Francisco Assis como cabeça de lista às europeias, é «parte» da identidade de Portugal «enquanto país» e por isso é urgente em Bruxelas «uma voz muito mais forte em defesa dos interesses nacionais»