O ainda líder do PSD, Passos Coelho, anunciou em reunião do grupo parlamentar, esta quinta-feira, que vai deixar o Parlamento no final de feveriro, depois de realizado o congresso do partido, confirmou a TVI. 

A decisão de abandonar a Assembleia da República já era esperada, tendo o ex-primeiro-ministro revelado esta manhã que deixará o lugar de deputado depois do congresso do partido que será já com o novo líder: Santana Lopes ou Rui Rio. No final da intervenção, recebeu uma ovação de pé no final da intervenção.

De acordo com fontes sociais-democratas presentes da reunião, Passos Coelho admitiu que esta poderá ser a sua última intervenção nas reuniões da bancada e absteve-se de fazer uma análise mais aprofundada da situação política, devido às eleições directas do próximo sábado que escolherão o seu sucessor e irão ser disputadas entre Santana Lopes e Rui Rio.

Na reunião, o ainda presidente do PSD apenas abordou os temas da procuradora-geral da República (PGR) e da lei do financiamento dos partidos.

Sobre Joana Marques Vidal, Passos Coelho, sem se pronunciar directamente sobre a sua recondução, acusou o Governo da “maior falta de coragem” e pediu ao partido que não deixe 'cair' este tema.

Acerca da lei do financiamento dos partidos, reiterou o que já tinha dito publicamente: que não houve qualquer intenção de esconder nada no processo, mas admitiu que, perante a polémica que se seguiu à aprovação das alterações (vetadas pelo Presidente da República), talvez a matéria pudesse ser tratada de outra forma.

Em outubro de 2017, depois dos resultados eleitorais das autárquicas, Passos Coelho revelou que não se demitia do cargo de presidente do PSD, mas não ia ser novamente candidato à liderança do partido.