A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu hoje arquivar a queixa do PS sobre a possibilidade de as suas comunicações telefónicas e eletrónicas se encontrarem sob escuta, alegando que não foram encontrados elementos que confirmem essas suspeitas.

No final de julho, o PS fez um pedido de investigação à PGR por ter «dúvidas fundadas» de que os telefones e meios de comunicação eletrónica da sua sede nacional, no Largo do Rato, em Lisboa, poderiam estar sob escuta ou vigilância clandestina.

«Na sequência da participação efetuada pelo PS (...) sobre a possibilidade de interceção ilegal das suas comunicações telefónicas, internet e/ou outros meios tecnológicos, foi instaurado inquérito, no âmbito do qual foram realizadas as diligências consideradas necessárias, tais como buscas forenses em ambiente digital nos sistemas e equipamentos respetivos, e foi realizada inspeção de segurança nas instalações, não tendo sido detetados quaisquer indícios de atividade de vigilância eletrónica clandestina», refere o comunicado hoje emitido pelo PGR.

No mesmo comunicado, a PGR salienta que «todas as providências cautelares para assegurar os meios de prova tiveram lugar imediatamente à denúncia nos dias 23, 24 e 25 de julho na sede nacional do PS».

Porém, o Ministério Público «concluiu pela inexistência de elementos probatórios que alicercem as suspeitas participadas, pelo que determinou o arquivamento dos autos».

«Toda a investigação decorreu sob a direcção e responsabilidade do Ministério Público no DIAP de Lisboa, tecnicamente coadjuvado de forma adequada», acrescenta o comunicado da PGR.