O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, afirmou que o anúncio feito hoje pelo Governo sobre cortes nas pensões de sobrevivência «é um assalto feito pelas traseiras».

«Na nossa opinião isto é mais um assalto que é feito pelas traseiras a exemplo daquilo que se passou com a taxa extraordinária que foi aplicada a partir dos 1.300 euros aos pensionistas e aos trabalhadores da administração pública», afirmou o líder sindical à agência Lusa.

Arménio Carlos realçou que «a pensão de sobrevivência resulta de descontos feitos» e vaticinou que, se agora as medidas anunciadas apenas afetam as pensões acima dos 2.000 euros, «dentro de alguns meses, este corte vai-se alargar a outras pensões de sobrevivência».

«O melhor exemplo que podemos dar relativamente a esta matéria é o do ano passado, de primeiro ter havido uma taxa suplementar de 3,5 a 10 por cento a partir dos 1.300 euros, e hoje já se anunciar para 2014 um corte de 10% para todas as reformas com um valor igual ou superior a 600 euros», declarou.

O sindicalista afirmou que se trata «de uma continuação da mesma política, cada cavadela uma minhoca, no sentido de se ir ao bolso dos trabalhadores e dos pensionistas, e nunca, por exemplo, cortes nas Parceria Público Privadas (PPP)».

Relativamente às PPP, Arménio Carlos citou o ministro da Economia, que anunciou que estas irão ter um aumento na ordem dos 700 milhões de euros de encargos para o Governo no próximo ano. «Tiram-se 100 milhões de euros a estes para se financiar em 700 milhões as PPP», rematou.

Para o líder da CGTP-IN, «esta é uma política que não só não responde às necessidades do país, como continua a ir buscar a quem trabalha, a quem já descontou e quem descontou na perspetiva que a sua pensão de sobrevivência seria auferida pelos respetivos cônjuges».