O PCP definiu esta quinta-feira as Parcerias Público-Privadas (PPP) como um mau modelo e uma má opção «de financiamento e gestão», no dia em que se discute no parlamento o relatório final da comissão de inquérito às PPP.

«Não vale a pena tentar fazer música com uma bota da tropa e dizer que o problema é ela não estar afinada», comparou o deputado comunista Bruno Dias.

A comissão de inquérito às PPP está hoje a analisar as propostas de alteração dos diferentes grupos parlamentares ao relatório final resultante de um ano de audições sobre as PPP e o seu modelo.

Pelo PS, o deputado Rui Paulo Figueiredo declarou que o relatório «deveria ser isento, objetivo e factual», tudo aquilo que, diz, não é.

Os socialistas apresentaram cerca de 200 propostas de conclusão, «176 páginas de ideias» que a conjuntura nacional e as «graças e desgraças» da governação PSD/CDS-PP não permitiram integrar no documento.

«Achamos verdadeiramente inusitado que em cerca de 200 conclusões não haja nenhuma que o senhor deputado relator possa considerar adequada de integrar o relatório», considerou o socialista.

O deputado social-democrata Sérgio Azevedo, relator do relatório da comissão de inquérito parlamentar às PPP, considerou na terça-feira o documento que entregou ao parlamento como «factual e imparcial».