O secretário-geral do PS manifestou, este domingo, a esperança que a reunião do Conselho de Estado de quinta-feira seja «útil» na criação de um «consenso nacional em torno da necessidade da renegociação das condições de pagamento da dívida».

«A convocação é oportuna. Espero que venha a ser útil e só será útil se saírem conclusões concretas desse Conselho de Estado», disse António José Seguro, em Viana do Castelo.

Para Seguro «há necessidade do país estabelecer um consenso nacional em torno da necessidade de renegociação das condições de pagamento» da dívida portuguesa como forma de «aliviar os sacrifícios dos portugueses».

«Como é sabido há um consenso nacional e quem tem estado fora desse consenso é o Governo. Espero que o Conselho de Estado ajude e contribua para que o Governo entre para dentro deste consenso nacional e que de facto possamos todos fazer o possível para aliviar os sacrifícios dos portugueses através de uma renegociação do pagamento da nossa dívida. Nós queremos pagar, queremos é melhores condições para o fazer», sustentou.

Questionado pelos jornalistas sobre a crise interna que afeta o Partido Socialista, António José Seguro disse que «há no país um movimento de indignação por um problema que era desnecessário e que foi criado pelo António Costa a todo o Partido Socialista [PS]».

A sua responsabilidade, sublinhou, é «lutar contra esse problema» e «transformar essa indignação num movimento de esperança para ir ao encontro daquilo que são os reais interesses dos portugueses».

Adiantou que esses interesses não passam «pela disputa de poder», mas por «soluções concretas para resolver o problema do desemprego e da recuperação do rendimento dos portugueses».

«Espero que os socialistas tenham oportunidade, de no próximo dia 28 de setembro [eleições primárias], dizerem o que lhes vai na alma», adiantou Seguro durante a visita que efetuou às festas de São Pedro, em Barroselas, a convite do socialista José Maria Costa, presidente da comissão política concelhia e autarca de Viana do Castelo.

O secretário-geral do PS lamentou ainda que António Costa «recuse» um frente-a-frente porque «um debate» de ideias e de «esclarecimento» dos socialistas e dos portugueses.

«Lamento que António Costa continue a recusar debater comigo. Este era o momento de todos os socialistas e todos os portugueses conhecerem de há verdadeiramente propostas de António Costa. Eu estou disponível para esse debate», insistiu.

Questionado sobre a importância dos apoios, entende que «o mais importante é ter o apoio da maioria do povo socialista». «Inscritos e militantes», reforçou.