O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional lembrou o papel do PS e de António José Seguro no acordo de parceria entre Portugal e a União Europeia referente a fundos comunitários.

Numa conferência em Lisboa dedicada a investimentos públicos, Poiares Madurou sublinhou o papel do «anterior líder da oposição», que «não se preocupou em fazer jogo político» sobre matéria tão importante para o país como o acordo de parceria entre Portugal e a União Europeia para o próximo quadro comunitário de apoio.

O ministro falava numa conferência na Nova School of Business e Economics, onde abordou algumas das prioridades do próximo quadro de apoios comunitários.

Sobre declarações recentes da oposição referentes a taxas de execução dos fundos, Poiares Maduro disse que estas «não são verdade», mas não quis entrar em mais comentários, sublinhando apenas a boa execução dos mesmos.

Apesar de ter contribuído para o acordo de parceria sobre o próximo quadro de apoio, o Partido Socialista acusou o Governo de o ter afastado das principais decisões referentes aos fundos comunitários. 

«Estado de saúde da coligação é ótimo»

O ministro disse também que o «estado de saúde» da coligação governamental é «ótimo», advogando que o país beneficia de pontos de vista diferentes entre os governantes.

«Se não houvesse qualquer diferença de pontos de vista relativamente a diversas políticas públicas entre diferentes ministros, até do mesmo partido, então não necessitávamos de reuniões do Conselho de Ministros», disse o governante.

Poiares Maduro falava à agência Lusa e à RTP em Lisboa, à margem de uma conferência na Nova School of Business e Economics.

Questionado sobre a feitura do Orçamento do Estado (OE) para 2015 e matérias como por exemplo a sobretaxa de IRS, o governante disse que um governo «rico» e com competências «beneficia das sensibilidades e dos diferentes pontos de vistas de diferentes ministros, até por vezes do mesmo partido».

«É um orçamento que oferece esperança, mas com responsabilidade», sublinhou ainda, reiterando que a coligação PSD/CDS-PP está de boa saúde e que o fundamental é haver «lealdade» e «coesão» dos governantes para com as decisões tidas em Conselho de Ministros.