O vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro respondeu hoje à carta aberta dirigida pelo CDS-PP ao líder socialista afirmando que, sobre as pensões, «o dr. Paulo Portas já não engana ninguém».

«De uma forma objetiva, o dr. Paulo Portas já não engana ninguém. Todos perceberam que o Governo fez um aumento de impostos e um corte nas pensões», afirmou José Junqueiro, em declarações à Lusa, referindo que comentadores políticos e da área do Governo também «já o reconheceram».

O CDS-PP divulgou hoje uma carta aberta ao secretário-geral do PS, acusando António José Seguro de revelar um «inesperado desespero» com o que considerou a recuperação substancial do valor das pensões.

Na carta, Filipe Lobo d`Ávila considerou que António José Seguro mostrou «descaramento» que «merece resposta pronta» por perguntar «como se sentiria o líder do CDS-PP» depois de criar uma «TSU das pensões».

Repudiando o conteúdo da carta dirigida pelo porta-voz do CDS-PP, que classificou como «um insulto», o dirigente do PS sublinhou que o «corte nas pensões tem um caráter definitivo» como prevê o Documento de Estratégia Orçamental e que «isso é um facto incontornável».

«O dr. Portas [presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro] que se quis apresentar como o provedor dos contribuintes e dos pensionistas ficará na história como o algoz desses contribuintes e desses pensionistas», considerou José Junqueiro.

Quanto às críticas feitas pelo CDS-PP ao anterior governo PS, José Junqueiro disse que o anterior governo «já transitou em julgado» e que «quem tem agora que responder ao país pelas medidas que está a tomar é o atual Governo».

«Compreendemos pois que, quando um político entra em desespero, se sinta mais atraído pelo insulto do que pela grandeza de ter reconhecido que errou», disse.

O porta-voz do CDS-PP, Filipe Lobo d`Ávila, tinha considerado «espantoso» que o PS critique a «Contribuição Extraordinária de Solidariedade», sublinhando que «foi criada no Orçamento de 2011 por um Governo socialista».