O primeiro-ministro disse esta sexta-feira, em Bratislava, esperar que não haja “alguma manobra de última hora” na eleição do futuro secretário-geral das Nações Unidas, defendendo que o processo tem sido “transparente” e revelado António Guterres como o melhor candidato.

É muito positivo que este processo, pela primeira vez, tenha decorrido de uma forma aberta e transparente, e que os diferentes candidatos se tenham apresentado a tempo e horas, tenham sido submetidos a auscultações públicas, tenham tido que se confrontar num debate televisivo e que a opinião pública mundial tenha podido acompanhar todo este processo”, disse António Costa.

Este “não é um jogo de bastidores, não é um jogo de manobras diplomáticas”, sustentou.

Não, é uma campanha em que os diferentes candidatos têm vindo a dizer ao mundo ao que se propõem e acho que essa legitimação coletiva das Nações Unidas é muito importante. E seria, digamos, matar completamente este processo se houvesse agora alguma manobra de última hora de aparecer inopinadamente uma candidatura não apresentada devidamente, não submetida ao debate público, que não se confrontou nos debates com todos os outros”, disse, questionado sobre a eventual entrada em cena da búlgara Kristalina Georgieva, vice-presidente da Comissão Europeia.

Defendendo que se devem seguir "as regras que estavam definidas”, António Costa afirmou que o processo tem permitido mostrar à “opinião pública mundial” quem é que está em melhores condições “para dirigir as Nações Unidas neste momento tão desafiante para o mundo”.

Acho que é um motivo de orgulho para todos nos verificar que, em quatro votações consecutivas, os membros do Conselho de Segurança foram claros na resposta: é António Guterres”, vincou.

Questionado se vai aproveitar a cimeira informal de hoje em Bratislava, na Eslováquia, que junta 27 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, entre os quais alguns que já manifestaram apoio a uma eventual candidatura de Georgieva, António Costa disse que o Governo tem abordado a questão “quer nestas instâncias, quer noutras instâncias”, e disse que aquilo que deseja “é que rapidamente as Nações Unidas possam concluir este processo, que para já tem revelado que há um candidato que reúne um grande consenso e praticamente nenhuma oposição relevante”.