O secretário nacional do PS António Galamba acusou esta terça-feira o Governo de se «esconder atrás das eleições europeias» e pôr em "banho-maria" o encerramento de repartições de finanças em todo o país.

«Depois de se ter comprometido com a troika, o Ministério das Finanças informou ontem que encerramento de repartições de finanças um pouco por todo o país, em especial no interior do país, é um processo em banho-maria», afirmou António Galamba.

Numa conferência de imprensa na sede nacional do PS, em Lisboa, António Galamba considerou «inaceitável que o Governo se esconda atrás das eleições europeias para não dizer quais as repartições de finanças que o governo se comprometeu com a troika a encerrar até ao final de março e quais as restantes que serão encerradas até ao final do mês de maio».

«O Governo anunciou claramente um calendário em que haveria um encerramento de 25% das repartições finanças, cerca de 88 repartições, até ao final deste mês de março, e que as restantes 88 repartições de finanças seriam encerradas ate final de maio», afirmou.

«Afinal, segundo a informação do Ministério das Finanças, parece que não vai ser bem assim», frisou.

Para o secretário nacional socialista, «a pergunta impõe-se: que novos cortes nos rendimentos, nas pensões e nas reformas e também nos serviços públicos foram assumidos pelo primeiro-ministro e troika?»

«Quais são os cortes que foram anunciados como provisórios e que afinal serão definitivos?», insistiu, acusando o Governo de assumir compromissos com a missão externa «nas costas dos portugueses».

«Aliás, a falta de transparência e a opacidade são marcas deste Governo», disse.

Segundo António Galamba, «o Governo falhou no desemprego, na dívida e no défice, e insiste em manter um inaceitável clima de incerteza sobre o futuro e as condições de vida dos portugueses, com especial enfoque nos jovens, nos idosos e nos funcionários públicos».

«É eficiente nos cortes e desleixado no dever de informação e na atenção que devia prestar as consequências sociais e económicas das políticas de austeridade», declarou.