O secretário-geral do PS, António Costa, disse esta sexta-feira que, quando foi autarca da capital, trazer Fernando Medina do Parlamento para a Câmara Municipal de Lisboa foi das "melhores decisões" que tomou na sua vida política.

Hoje estamos num novo tempo, e esse tempo é o do Fernando Medina", vincou Costa, intervindo perante alguns milhares de socialistas no Centro de Congressos de Lisboa, num jantar-comício do PS de apoio à candidatura de Fernando Medina às autárquicas de 1 de outubro.

Depois, o líder do PS, e também primeiro-ministro, disse que "seguramente, uma das melhores decisões" que tomou quando era autarca de Lisboa - e candidato autárquico - foi "convidar o Fernando Medina a deixar a Assembleia da República e a vir para a Câmara Municipal de Lisboa".

Medina, asseverou Costa, que lhe sucedeu no cargo de presidente da câmara, agarrou o lugar com "entusiasmo e dedicação", sendo um político que "imagina o futuro da cidade".

"É fundamental para o nosso futuro que sejamos capazes de reconstruir a autoestima e devolver a confiança", prosseguiu o secretário-geral do PS.

O que falta fazer em Lisboa, defende Costa, "não é acabar com o que foi feito, é ascrescentar ao que foi feito nos últimos dez anos", não é "eliminar o excesso de turistas", antes as "limitações para quem quer viver" na capital e não consegue.

Há dez anos o que toda a gente dizia é que as casas estavam vazias, a baixa metia medo, e a cidade estava a afundar-se numa grande crise", sublinhou Costa, elogiando o trabalho dos socialistas na capital.

Governar Lisboa a tempo inteiro e não em part-time

O candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa e atual presidente do município, Fernando Medina, disse esta sexta-feira que pretende governar Lisboa “a tempo inteiro” e não “em part-time”, assegurando estar “comprometido com a cidade”.

A nós não nos move a liderança partidária, nem recuperar o governo passado, a nós só nos move servir Lisboa e os lisboetas. Não vamos ser governo em ‘part-time’, vamos ser governo a tempo inteiro para servir Lisboa e os lisboetas”, declarou o candidato.

Fernando Medina, que intervinha no jantar comício que marcou o arranque da campanha eleitoral, no centro de congressos de Lisboa, elencou três pontos que o distinguem dos restantes projetos políticos, começando no “da coragem e da determinação”.

“O que vemos do lado dos nossos opositores é simplesmente o de dizer mal de tudo, de dizer tudo aquilo que não podemos fazer e não gastar um minuto a puxar para cima as energias sobre o que esta cidade pode e vai ter”, criticou o candidato socialista.

Depois, Fernando Medina falou no “comprometimento com a cidade”: “Estamos comprometidos com a cidade de corpo inteiro, com a alma inteira”.

Fernando Medina afirmou ainda que a candidatura do PS “parte para estas eleições com obra feita ao longo de dez anos”.

Podemos olhar olhos nos olhos dos lisboetas e dizer que cumprimos”, salientou.

Fernando Medina assumiu o cargo em abril de 2015 para substituir nestas funções o atual primeiro-ministro e líder socialista, António Costa.

Numa candidatura denominada “Lisboa precisa de todos”, o PS conta com o apoio do partido Livre e com os movimentos independentes Cidadãos por Lisboa e Lisboa é Muita Gente.

Presente na ocasião, a líder dos Cidadãos por Lisboa e cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, vincou que Medina “fez as obras todas, acabou-as a tempo” e criou “uma cidade mais bonita”.

O dirigente do Livre Rui Tavares frisou ainda que “esta candidatura não é de gabinetes, [mas antes] um verdadeiro movimento social”, enquanto o líder do movimento Lisboa é Muita Gente, José Sá Fernandes, reconheceu que “a abstenção é a maior ameaça da campanha”.

No jantar-comício desta noite na capital estão diversos candidatos autárquicos e também figuras do PS e apoiantes da candidatura de Fernando Medina às autárquicas de 1 de outubro.

Atualmente, Fernando Medina pertence ainda ao Secretariado Nacional do PS, órgão executivo do partido liderado por António Costa.

Como adversários nestas eleições autárquicas terá Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (independente apoiado pelo PDR e JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).