O primeiro-ministro reiterou este sábado que a intervenção do Estado na TAP se vai fazer “ao nível estratégico” e não em termos de gestão quotidiana, mas sublinhou haver margem para intervir sobre a manutenção de uma base no Porto.

Questionado por um dos presentes na sessão de esclarecimento organizada pelo Partido Socialista (PS) que este sábado decorreu no Porto sobre o Orçamento do Estado 2016, António Costa lembrou que “o Estado vai ter uma intervenção ao nível estratégico e não ao nível da gestão do dia-a-dia da empresa”.

“Mas no nível estratégico colocam-se quer a fixação dos ‘hubs’ quer a fixação de algumas rotas estratégicas quer a manutenção no Porto de uma base aeroportuária ativa e que favoreça toda a região”, declarou o primeiro-ministro.

O Governo de António Costa vai pagar 1,9 milhões de euros para o Estado ficar com 50% da TAP (em vez de 34%), resultado das negociações com o consórcio Gateway, que tinha 61% do capital da companhia e que agora fica com 45%, podendo chegar aos 50%, com a aquisição do capital à disposição dos trabalhadores.

A Associação Comercial do Porto criticou este sábado o acordo anunciado pelo Governo para a reversão da privatização da TAP por representar uma “parceria público-privada” de consequências “preocupantes” para o Norte e para o país.

Por seu lado, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) considerou que a alteração do contrato da TAP promovida pelo executivo de António Costa é uma decisão "corajosa mas arriscada", e pede ao Governo que valorize Aeroporto Francisco Sá Carneiro.