O secretário-geral do PS anunciou no encerramento que o Orçamento do Estado para 2019 vai ter como prioridade o apoio ao regresso dos portugueses que emigraram no período de crise económico-financeira entre 2010 e 2015.

Este anúncio foi feito por António Costa no discurso de encerramento do 22º Congresso Nacional do PS, na Batalha, distrito de Leiria, com o ministro das Finanças, Mário Centeno, sentado na primeira fila a ouvir esta intervenção.

Entre 2010 e 2015 tivemos um afluxo emigratório como não tínhamos desde a década de 60 e temos de criar condições únicas e extraordinárias para os que partiram e pretendam voltar a Portugal tenham condições para regressar ao país. Quero aqui dizer claramente: Para o PS, uma das principais prioridades do Orçamento do Estado para 2019 vai ser adotar um programa que fomente o regresso dos jovens que partiram, sem vontade de partir e que têm de dispor da liberdade de poderem voltar a viver entre nós", declarou, recebendo uma prolongada ovação dos delegados socialistas.

O secretário-geral do PS acentuou que essa será uma das principais prioridades do seu executivo no que respeita ao próximo Orçamento do Estado.

António Costa dedicou grande parte do seu discurso de encerramento às políticas que tenciona adotar a prazo para a inserção das gerações entre os 20 e os 30 anos no mercado de trabalho.

"Emprego, emprego, emprego"

No discurso de encerramento do Congresso socialista, além da Educação, António Costa falou também das questões laborais.

Não me esqueci do principal objectivo da nossa política económica: emprego, emprego, emrpego", adiantando que "em dois anos e meio, Portugal já gerou mais de 300 mil postos de trabalho em termos líquidos".

Vamos limitar as condições de contratação a termo", acrescenta Costa, anunciando medidas que estão em negociação e passando para outro tema que alegra à geringonça. "Ser candidato a primeiro emprego não significa ser candidato a precariedade".

Já sobre as remunerações, António Costa assumiu que "temos de convergir com a União Europeia em termos salariais", sendo que, contudo, "isso não pode acontecer já amanhã.

Temos de olhar para o desafio demográfico do nosso país, para criar condições para que estas gerações se fixem em Portugal", referiu António Costa, defendendo um grande acordo de concertação social que vise "a conciliação da vida familiar com a profissional".