António Costa quer ganhar e não quer ganhar por pouco. À luz do que dizem as sondagens - que dão mais percentagem de votos ao PS, mas menos deputados - o partido corre o risco de as contas não penderem para o melhor cenário. E, por isso, o líder socialista renovou hoje os apelos, dramatizando que a estabilidade só se consegue com maioria porque, sem ela, há o contrário.

"Para que haja estabilidade, é necessário não ganhar por poucochinho. Como já disse uma vez, quem ganha por poucochinho, faz poucochinho. Precisamos de uma vitória clara ,inequívoca, para que não fiquemos dependentes da direita"


Quando Seguro ganhou as Europeias, com uma margem ligeira, Costa criticou-o. Voltou a recordar essas palavras e quer que, consigo, seja diferente. Não é o que antecipam as sondagens, mas ainda há muita campanha para fazer na estrada, nos próximos 14 dias até às eleições. 

Por outro lado, e embora à Atena 1 tenha admitido, na sexta-feira, inviabilizar o Orçamento do Estado do próximo ano, caso a coligação PSD/CDS vença as eleições, este sábado, em campanha na região de Lisboa, Costa disse que não quer "querelas constitucionais" e recusou estar a fazer um ultimato aos portugueses: "Por amor de Deus!"

Certo é que, num almoço-comício em Odivelas, pegou no assunto das condições para governar:

"Quem quer estabilidade e um quadro de tranquilidade para o futuro, que haja mudança sem aventura, mudança com confiança, sabe perfeitamente que só há um voto efetivo no dia 4 de outubro. E esse voto é muito simples: um voto no PS, o partido da mãozinha", disse a quem o ouvia, num pavilhão multiusos completo. 

Terminada a intervenção, arrancou aplausos, bandeiras no ar e vivas ao PS, ao som de "À minha maneira", dos Xutos e Pontapés.