O deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim e o assessor do gabinete do primeiro-ministro, Carlos Sá Carneiro, contra-atacaram, esta segunda-feira, no Facebook, as declarações socialistas sobre a falta de pagamento da Segurança Social de Passos Coelho, com uma notícia de António Costa, publicada no jornal Tal e Qual que mostra que o agora líder do PS não pagou a contribuição autárquica.

Costa desmentiu a notícia ao «Expresso»: «O desmentido que então fiz mantém plena atualidade: não devo nem devi qualquer quantia relativa à sisa ou à contribuição autárquica».
 
O antigo recorde de jornal refere-se ao pagamento de impostos entre 1999 e 2002, quando Costa era ministro da Justiça e terá comprado uma casa em Lisboa da qual não pagou a respetiva contribuição autárquica. À época, António Costa teria invocado que tudo não passava de «lapsos», tal como o PSD justificou hoje o não pagamento da dívida de Passos Coelho durante cinco anos.
 
No Facebook, Carlos Abreu Amorim defende que «não pode ser assim que se faz política».

 
 
 
Pouco depois foi a vez do assessor do primeiro-ministro publicar a mesma imagem chamando a atenção para os «telhados de vidro do PS».
 

«Da esquerda radical quase tudo se espera. Mas de um partido com ambições governativas aguarda-se uma postura menos inflamada. Não foi o que aconteceu com "este PS" e com sua a porta-voz destacada para a intendência, que pretendeu cavalgar uma falha - assumida e explicada - de uma obrigação que, apesar de prescrita, foi voluntariamente regularizada. Um PS cheio de telhados de vidro que desata a atirar pedras mal espreita uma pequena oportunidade».

 
O primeiro-ministro explicou esta segunda-feira que não pagou durante cinco anos as contribuições à Segurança Social porque «não tinha consciência de que essa obrigação era devida». 

«Eu não tinha consciência que essa obrigação era devida durante esse período, evidentemente que poderia ter tido conhecimento disso por outra via e poderia até ter sido notificado pela Segurança Social na altura dessa situação, mas não fui. Não existe, portanto, da minha parte nenhuma intenção de não cumprir com essas obrigações, estava convencido que elas eram, nessa época, de opção e que, portanto, eu não tinha esses anos de carreira contributiva», afirmou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.