O secretário-geral do PS afirmou hoje que o seu partido vai responder na quarta-feira às 29 questões formuladas pelo PSD sobre o cenário macroeconómico dos socialistas e sustentou que a avaliação do atual Governo "já está feita".

António Costa falava aos jornalistas após ter estado reunido mais de duas horas com as confederações patronais, encontro no qual esteve acompanhado pelo coordenador do grupo de trabalho que elaborou o cenário macroeconómico para o PS, Mário Centeno.

Confrontado com a exigência do PSD no sentido de que o cenário macroeconómico socialista seja avaliado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) e pelo Conselho de Finanças Públicas, António Costa referiu que os sociais-democratas "já estão a ser avaliados pelos resultados de aumento da dívida e destruição da economia, sem que ao mesmo tempo tenha havido resolução do problema das finanças públicas".

"Amanhã [quarta-feira] responderemos. Nenhuma carta ficará sem resposta e essa [do PSD] também terá resposta", disse o secretário-geral do PS.

Costa espera acordo entre partidos sobre cobertura 

O secretário-geral do PS afirmou esperar que os partidos cheguem em breve a um acordo para rever a legislação sobre cobertura das campanhas eleitorais, encontrando uma solução que respeite o quadro da liberdade de imprensa.

Questionado sobre o assunto, o secretário-geral do PS começou por referir que espera que se encontre uma solução "que permita aos órgãos de comunicação social cobrir a campanha eleitoral".

"Considero que seria muito negativo termos uma nova campanha eleitoral, tal como aconteceu nas autárquicas, em que os órgãos de comunicação social consideraram não ter condições para fazer uma adequada cobertura da campanha. No entanto, têm de ser evitadas soluções que não são compatíveis com o quadro de liberdade de informação, que todos queremos", respondeu o líder socialista.


Confrontado com o facto de o Presidente da República, Cavaco Silva, também ter assumido uma posição idêntica hoje sobre esta matéria, António Costa respondeu: "Isso é a demonstração que não estamos sempre em divergência com o Presidente da República".