O secretário-geral do PS acusa o Governo estar agora a introduzir «remendos» nas carreiras da administração pública, demonstrando que deixou por fazer a reforma do Estado e que há uma ausência de política de emprego.

António Costa falava aos jornalistas depois de ter estado reunido com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Henriques Gaspar, depois de questionado pelos jornalistas sobre decisões do Governo no sentido da criação de algumas carreiras especiais no Estado, ou da adoção de suplementos em alguns setores específicos da administração pública.

Na perspetiva do líder socialista, estas decisões em relação a algumas carreiras «comprovam que o Governo, de facto, não tem uma política de emprego no conjunto da administração pública e que a reforma do Estado não foi feita».

«Neste momento, há situações críticas em muitos setores, casos da justiça, da abertura do ano letivo, ou o caos nas urgências hospitalares - casos que são resultado da ausência de uma política de emprego e de remuneração na administração pública», insistiu.

O secretário-geral do PS considerou depois ser «uma má linha estar-se a introduzir remendos, criando-se complementos e novas carreiras especiais».

«O que é necessário é uma política de emprego na administração pública que aposte em fazer o contrário daquilo que o Governo fez até agora: A valorização dos funcionários públicos, dos agentes do Estado», contrapôs António Costa.