"É preciso muito descaramento de eles que se comprometeram em Bruxelas com o corte nas pensões dizer que somos nós que queremos cortar. Que fique muito claro: nós só temos uma palavra e só temos um compromisso. É o compromisso que aqui está escrito. Com o PS não há nem haverá corte das pensões. Com o PS haverá reposição integral das pensões".

concretizar

"Temos de chamar todos"

No comício de final de tarde, em Castelo Branco, foi montado num pavilhão bem grande, mas a organização não ocupou o espaço todo com cadeiras. Muitos apoiantes acabaram por ficar de pé a ouvir António Costa e os socialistas da região. 

Começou logo por apelar ao voto de todos e além-fronteira socialista. "Para que isto aconteça, são necessárias duas coisas: que a coligação de direita perca as eleições; segundo, que o Partido Socialista vença as eleições"

Recordou a visita à Feira dos Chocalhos no Fundão, em Alpedrinha. Disse que encontrou "milhares de pessoas" que lhe pediram para não perder as elições. "Eu dizia: Com o meu voto podem contar. Agora, não chega para ganhar eleições". 

Voltou a condenar a polémica sobre as sondagens: "Afinal, qual é o critério? Quem ganha eleições? Quem tem mais votos ou quem tem mais deputados?". Perguntou e respondeu:

"Se eu voltasse a ser jurista debruçar-me-ia muito sobre essa questão. A maioria das pessoas não é jurista. Poupemo-nos a discussões jurídicas, poupemo-nos a dúvidas sobre a vontade popular. Expressemo-nos de forma simples e clara: votar no PS para que o PS tenha mais votos e para que o PS tenha mais deputados"

Recordou o apoio de Basílio Horta (CDS) e de Alfredo Barroso (PCP): "Aquilo que está em causa nestas eleições é um património comum, que muita gente da esquerda à direita construiu".

"Temos de chamar todos  aqueles que não se resignam com a decadência do país, com a decadência do Estado Social, que não se resignam com a precariedade do trabalho". "Além fronteiras" socialistas, vincou. 

Saúde e educação, à semelhança do que já tinha acontecido de manhã, na Covilhã, também entraram no seu discurso. Para prometer: "Connosco não há aventuras, connosco não há brincadeiras, connosco há escola pública, Serviço Nacional de Saúde e Segurança Social", prometeu ainda.