Afinal a reunião será a três: Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa vão sentar-se à mesa na sexta-feira de manhã.

Esta quarta-feira Pedro Passos Coelho já tinha anunciou que contactou, esta manhã, António Costa para marcarem uma reunião ainda esta semana, para promover "uma cultura de diálogo, de compromissos" que assegure "estabilidade para governar".

Na cerimónia de assinatura do acordo de Governo entre o PSD e o CDS-PP, Pedro Passos Coelho dirigiu-se ao PS como o "maior partido da oposição" e adiantou que conta com o apoio dos socialistas para "o quadro de realismo que a política orçamental necessita de poder respeitar nos próximos anos", tendo em conta a sua "conhecida vinculação à pertença de Portugal à União Europeia e à zona euro".

Segundo Passos Coelho, faz sentido procurar no PS "as condições de viabilização dos documentos que contêm a estratégia orçamental do país que podem e devem ser apresentados em nome de Portugal à União Europeia e à Comissão Europeia, que compreendem quer o Orçamento do Estado quer o Programa de Estabilidade".

Esta é, de resto, uma semana marcada por reuniões: o secretário-geral do PS reuniu-se esta quarta-feira com o PCP para falar sobre o novo quadro parlamentar e formação do Governo. A reunião com o Bloco de Esquerda, agendada para esta quinta-feira, foi adiada para a próxima semana, a pedido do BE.

As audiências do Presidente da República aos partidos que conquistaram representação parlamentar nas eleições de domingo vão acontecer na próxima semana. 

Esta terça-feira, o Presidente da República revelou que encarregou Passos Coelho de desenvolver diligências "com vista a avaliar as possibilidades de constituir solução governativa".  

Numa comunicação ao país, Cavaco Silva sublinhou que nenhuma força política teve maioria de mandatos no parlamento e acrescenta que a solução governativa a ser encontrada por Passos tem se assegurar a estabilidade política e a governabilidade do país. 

A comunicação de Cavaco Silva aconteceu depois do encontro desta com o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que durou cerca de um hora.  

No domingo, a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) venceu as eleições com 38,55% (104 deputados), o PS conseguiu 32,38% (85 deputados), o BE subiu a terceira força política com 10,22% (19 deputados), a CDU alcançou 8,27% (17 deputados) e o PAN vai estrear-se no parlamento, com um deputado, 1,39% dos votos.