O primeiro-ministro encerrou esta terça-feira o debate quinzenal no Parlamento, acusando a oposição de superficialidade política, dizendo que se limita a folhear jornais e a ‘googlar' para procurar nas redes sociais "umas perguntinhas" contra o Governo.

Palavras proferidas por António Costa em resposta à deputada socialista e ex-secretária de Estado Catarina Marcelino, que momentos antes tinha criticado o PSD por ter levado a debate a questão relativa ao mandato (único ou não) da procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal.

Hoje, o tema foi Joana Marques Vidal, porque o candidato [à liderança do PSD] Rui Rio tem este tema polémico em cima da mesa", referiu a deputada do PS eleita pelo círculo de Setúbal.

António Costa não voltou a pronunciar-se sobre a questão do mandato da PGR, tal como fizera no período de debate com o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, mas criticou a atuação do PSD neste debate quinzenal.

A oposição acorda de manhã, folheia os jornais, ouve a rádio, ‘googla' a procurar alguma coisa nas redes sociais e, depois, vem aqui, ao parlamento, fazer umas perguntinhas de passagem sobre o assunto. Esta é a oposição que nós temos", considerou o primeiro-ministro.

António Costa defendeu ainda que a oposição "não tem nada a dizer sobre nenhum assunto que diga respeito aos portugueses ou ao país, e não tem nada a dizer sobre o futuro".

Já fora do hemiciclo, sob o olhar atento de vários jornalistas, António Costa deu um abraço à sua ministra da Justiça - um gesto que terá servido para sinalizar a ausência de qualquer divergência política entre si e Francisca Van Dunem a propósito do mandato da PGR.