O secretário-geral do PS e primeiro-ministro declarou hoje que o executivo se empenha em "concretizar investimentos", ao passo que a oposição "confunde" desejo e realidade, assim como "a existência de um plano" e a concretização efetiva de uma obra.

Sei que a oposição às vezes confunde os desejos com a realidade e a existência de um plano com uma obra realizada. Nós sabemos bem a diferença porque não nos limitamos a pensar nos projetos, nós empenhamo-nos em concretizar investimentos, a obra", declarou António Costa.

O primeiro-ministro falava na Guarda, onde esteve na qualidade de secretário-geral do PS numa ação de campanha do candidato do partido no concelho às autárquicas de 01 de outubro, Eduardo Brito.

Costa reiterou a necessidade de se fixar pessoas e investimento no interior, em concelhos como a Guarda.

Só criando aqui empresas criamos condições para atrair e fixar população, emprego que ajude a desenvolver o conjunto destes territórios. É por isso que começámos a trajetória de redução do custo das portagens e é por isso, sobretudo, que iniciámos com o Governo de Espanha para ver as regiões de fronteira com uma nova centralidade", declarou, perante centenas de socialistas.

Trabalhando com Espanha, Portugal pode assim criar uma "plataforma de afirmação da economia" no "grande mercado ibérico de 60 milhões de consumidores", considerou ainda o líder dos socialistas.

Costa elencou obras como o "corredor ferroviário norte, que vai ligar Aveiro a Salamanca", como decisivas para "o desenvolvimento de todos estes territórios", entre os quais a Guarda "tem um papel absolutamente crucial", pois é no concelho "que se vão entroncar as linhas da Beira Alta com as linhas da Beira Baixa".

Na Guarda, o social-democrata Álvaro Amaro quer voltar a ser presidente do município, depois de em 2013 ter conquistado ao PS a autarquia gerida até então pelos socialistas desde as primeiras eleições autárquicas, em 1976.

Concorrem à presidência da Câmara da Guarda Eduardo Brito (PS), Carlos Adaixo (CDS-PP/MPT/PPM), Jorge Mendes (BE), Carlos Canhoto (PCP/PEV) e Álvaro Amaro (PSD).

Mudança de políticas melhorou economia

Pouco tempo depois, na Covilhã, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, disse que a "oposição pode não gostar", mas há uma melhoria de vários dados económicos do país devido à "mudança de políticas" introduzida pelo Governo socialista apoiado no parlamento à esquerda.

A oposição pode não gostar, mas a verdade é esta: só conseguimos estes resultados precisamente porque fizemos diferente e mudámos a política que eles estavam a seguir", disse o chefe de Governo e líder socialista, dando como exemplo a descida do défice.

António Costa falava, como líder do PS, na Covilhã, num comício com o cabeça de lista do partido ao município nas eleições de 01 de outubro, o atual presidente da autarquia, Vítor Pereira.

"Se os resultados têm sido bons", argumentou o chefe do Governo, "têm sido fruto da mudança de políticas" introduzidas no país com o seu executivo.

Nós combatemos a precariedade, desbloqueámos a contratação coletiva, aumentámos o salário mínimo e os investidores estão a investir. Ao contrário do que nos diziam, não era necessário fazer um brutal aumento de impostos", vincou.

Nas eleições autárquicas de 01 de outubro, concorrem à presidência da Câmara da Covilhã, distrito de Castelo Branco, Marco Batista (PSD), Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP), Carlos Pinto (independente), Mónica Ramôa (CDU), Vítor Pereira (PS) e João Corono (BE).

Nas eleições de 2013, o PS, liderado por Vítor Pereira, conquistou três mandatos, o Movimento Acreditar Covilhã obteve dois, enquanto o PSD e a CDU elegeram um vereador cada.

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