Depois da polémica dos 207 mil empregos, promessa que António Costa negou depois ter feito, o tema era inevitável no frente-a-frente com Passos Coelho, exibido nas três televisões generalistas. O tema e a pergunta: quantos empregos prevê, afinal, criar? Agora, o líder do PS diz que não fará promessas quantificadas.

"Todos aprendemos com os nossos erros e não ouvirá da minha boca uma promessa quantificada".


A estratégia do PS passará por "concentrar a totalidade" dos recursos vindos dos fundos comunitários na contratação de jovens pelas empresas, disse, criticando a política de estágios do atual governo.

Não quantificou, precisou só a estratégia: "Conseguir fazer dois em um: combater desemprego jovem e modernizar as empresas".

Passos Coelho, por sua vez, disse que os números "estão muito bem quantificados no programa de estabilidade" e que não só se criará emprego como "já estamos a criar", disse, acreditando que quem cria postos de trabalho são as empresas e não o Estado.

A resposta do líder do PSD acabou por se desviar para uma acusação a António Costa, lembrando que quem chamou a troika foi o PS.

"A mistificação da ideia de que o país tem austeridade que governo acha virtuosa... O Dr. António Costa acha verdadeiramente que tenho um entendimento perverso que gosto de aplicar ao país, a redução de rendimento... Por toda a Europa essa abordagem , que é a abordagem Syriza está absolutamente esclarecida... Os países enfrentaram austeridade porque precisavam dela, não tinham dinheiro. Deixemo-nos de brincadeiras, não vale a pena bater na mesma tecla"

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