Para António Costa, oo combate à fraude e à evasão fiscal não se faz através de penhoras de casas, «atrás dos pequeninos». O candidato único a secretário-geral do PS defende que é urgente travar os «aumentos» brutais do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), para que não subam mais de 75 euros ao ano, e garantir que ninguém perde a sua casa.

«O desafio à fraude e à evasão fical não é andar atrás dos pequeninos, que têm dificuldade, muitas vezes, em cumprir as suas obrigações, mas é daqueles que organizam esquemas bem elaborados de subtração de capitais, para subtrair aos cofres do Estado milhões e milhões»


Costa falava durante um encontro com militantes, em Faro, onde aproveitou para apelar à mobilização de independentes na construção de um programa de Governo para a nova legislatura, para que possa ser aprovada em convenção nacional, até à primavera.

O candidato socialista a primeiro-ministro entende que a maioria não devia apenas preocupar-se com o aumento do IMI para as famílias que têm muitos filhos, mas sim prestar também atenção às famílias que já não têm filhos a seu cargo, mas que têm sofrido cortes nas pensões e sobre as quais paira a ameaça de aumento do IMI.

Costa afirma que a maioria tem razão quando diz que está preocupada com o apoio às famílias que têm filhos, contudo, essa preocupação «não se tem que resolver em sede de IMI» e sim dirigir-se, sobretudo, às famílias carenciadas. «É por isso que nós propomos o apoio às famílias com filhos por via do aumento do abono de família», argumentou, defendendo que o apoio não deve ser distribuído «indiferenciadamente», a uns e a outros.

Costa insistiu no desafio ao Governo para que viabilize as propostas do PS para o Orçamento do Estado para 2015, que visam sobretudo encontrar soluções para o desemprego, a pobreza infantil e juvenil e a habitação.