O vereador do PSD da Câmara de Lisboa António Prôa acusou hoje o presidente da autarquia (PS) de seguir «o caminho mais fácil» no Orçamento para 2015, ao aumentar, «de forma colossal, impostos, taxas e taxinhas».

«António Costa não reforma a câmara, não racionaliza recursos. Vai pelo caminho mais fácil que é aumentar de forma colossal impostos, taxas e taxinhas. Para quem pretende candidatar-se a primeiro-ministro, é um péssimo prenúncio para o país», afirmou hoje o vereador, em declarações à agência Lusa.

A Câmara de Lisboa anunciou hoje, na apresentação do orçamento para 2015, a criação, além de uma taxa turística sobre dormidas e chegadas, da Taxa Municipal de Proteção Civil, com a qual pretende arrecadar 18,9 milhões de euros.

Segundo a autarquia, os munícipes não terão um acréscimo de despesa com esta taxa, uma vez que deixa de existir isoladamente a Taxa de Conservação e Manutenção dos Esgotos, agora integrada na do saneamento.

Em Lisboa, existe atualmente apenas uma taxa que engloba o saneamento básico e a recolha de resíduos urbanos e que está incluída na fatura da água. O que a autarquia quer fazer é autonomizar estas tarifas.

«Estamos perante um colossal aumento de impostos, taxas e taxinhas», reafirmou o vereador do PSD.

António Prôa referiu que «há um aumento global de 71 milhões de euros entre taxas e taxinhas no orçamento face ao orçamento inicial do ano passado», nomeadamente «há tarifas e impostos que sobem como o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o imposto de circulação e o Imposto Municipal sobre Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT)».

Também o presidente da concelhia de Lisboa do PSD, Mauro Xavier, em declarações à Lusa, criticou o «brutal aumento de impostos» do Orçamento hoje apresentado, que representa, «mais 250 euros em média por ano para cada lisboeta».

O dirigente social-democrata mostrou-se também «totalmente contra a taxa da Proteção Civil e a taxa turística [sobre dormidas e chegadas]».

No entanto: «No PSD Lisboa não ficámos surpreendidos com o aumento brutal de taxas, e verificamos com pena que se afetam setores como o Turismo e os munícipes», afirmou.

Mauro Xavier lamentou ainda que continue «sem haver investimento para o problema das cheias de Lisboa».

O PSD está «desapontado e desiludido com o Orçamento», rematou.