O secretário-geral do PS, António Costa, defendeu hoje, em Bruxelas, que os socialistas estão atualmente “em melhores condições do que a coligação [PSD/CDS-PP] para oferecer uma solução estável de governo ao país”.

Falando à saída de uma reunião do Partido Socialista Europeu, na qual indicou que “toda a gente achou normal” e “até saudável” a solução de um compromisso à esquerda como aquela que tem vindo a procurar em Portugal, António Costa salientou a importância de um “suporte maioritário” na Assembleia da República.
 

“O PSD, como é sabido, é a força política que tem maior número de deputados. Compete-lhe em primeiro lugar criar condições de governabilidade. Até agora tem sido incapaz de fazer qualquer proposta que permita melhorar as condições de governabilidade”, observou.


Assegurando que os socialistas só votarão moções de rejeição “havendo a garantia de formação de um governo alternativo”, o secretário-geral do PS disse que, “para que isso aconteça”, tem estado a desenvolver contactos com PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e PAN, contactos esses “que têm vindo a decorrer de uma forma positiva”.
 

“Neste momento, aparentemente estamos em melhores condições do que a coligação para oferecer uma solução estável de governo ao país, e a estabilidade é um valor importante, um suporte maioritário na assembleia é uma condição importante”


A coligação PSD/CDS-PP é a força política mais votada com 38,57% dos votos e com 107 mandatos, depois de apurados os resultados nos consulados, na quarta-feira.

O PS foi o segundo partido mais votado com 32,31% e 86 mandatos seguido do Bloco de Esquerda com 19 mandatos e 10,19% dos votos e da coligação CDU, que junta PCP e PEV, com 17 mandatos e 8,25%. O PAN obteve um 1,39% dos votos, conseguindo pela primeira vez a eleição de um deputado.

O Presidente da República vai receber os partidos políticos que elegeram deputados nas eleições de 4 de outubro nas próximas terça e quarta-feira.