O primeiro-ministro António Costa disse esta quinta-feira, na Marinha Grande, distrito de Leiria, que o desenvolvimento do país depende do "conhecimento" e da capacidade para transferi-lo "para alimentar a inovação".

"Hoje, o nosso desenvolvimento depende do conhecimento e da capacidade que tivermos de transferir esse conhecimento de forma a alimentar a inovação e a inovação a alimentar novos produtos, novos serviços, novos processos, que acrescentem valor ao que produzimos", disse António Costa, após ter visitado e inaugurado o Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto (CDRsp), estrutura científica do Instituto Politécnico de Leiria, onde permitiu que fosse 'radiografado' para a realização do seu busto em 3D.

Segundo o primeiro-ministro, o que permitirá ganhar produtividade e ser competitivo é a capacidade que o país tiver em gerar conhecimento e de "transformar esse conhecimento em valor", "algo que o IPL tem contribuído de modo decisivo ao longo das décadas".

Tem permitido contribuir muito para que hoje a Marinha Grande, e toda a região de Leiria, seja uma das zonas industriais que está na linha da frente do desenvolvimento, da internacionalização e na capacidade exportadora do país", acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa lembrou ainda que o Programa de Estabilidade 2016-2020, aprovado hoje em Conselho de Ministros, tem como "um dos pilares fundamentais o da inovação, como chave do desenvolvimento".

Para o primeiro-ministro, "um dos eixos mais importantes deste pilar tem a ver com o desenvolvimento da transferência de conhecimentos para o tecido empresarial".

Outro pilar fundamental para o Governo é o das qualificações, referiu ainda António Costa, justificando que "só há conhecimento onde houve investimento na educação" e "só há inovação onde houver capacidade de introduzir no meio empresarial o conhecimento que foi adquirido e produzido no meio do ensino superior".

António Costa considerou ainda que "é cada vez mais importante que essa qualificação se desenvolva ao longo de toda a vida" e alertou que este é um trabalho de "persistência" e de "continuidade".

O presidente do IPLeiria, Nuno Mangas, explicou que, tendo em conta que grande parte da atividade de investigação e inovação do CDRsp estava "intimamente ligada às empresas", em particular à indústria dos moldes e plásticos, o IPLeiria decidiu "localizar este centro de investigação junto dos seus principais parceiros, as empresas.

A infraestrutura científica hoje inaugurada representa um investimento global de 3,2 milhões de euros e foi cofinanciada pelo Programa Operacional do Centro - MaisCentro, informou ainda Nuno Mangas.