O primeiro-ministro considerou quinta-feira que a redução sustentada do défice é "decisiva" para o país e sustentou que esta trajetória orçamental tem sido alcançada sem sacrificar qualquer compromisso assumido com o Bloco de Esquerda, PCP ou PEV.

António Costa falava em conferência de imprensa, após ter recebido em São Bento o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen - reunião que durou cerca de 75 minutos.

Questionado sobre o clima de tensão política com o Bloco de Esquerda, que não aceita que o Governo inscreva uma meta de 0,7% para 2018 no Programa de Estabilidade, António Costa respondeu que na sexta-feira, quando o documento for apresentado, "ficará claro para todos que a trajetória orçamental de Portugal de redução sustentada do défice é muito positiva".

A redução do défice, segundo o líder do executivo português, "é absolutamente decisiva para a redução da dívida e para que o país continue a poupar dinheiro que gasta em juros, podendo assim aplicar essa poupança no essencial".

Temos conseguido fazer isto sem sacrificar nenhum dos compromissos com a União Europeia, sem sacrificar nenhum dos compromissos com os portugueses e sem sacrificar nenhum dos compromissos com os nossos parceiros parlamentares. A redução do défice não tem sido feita à custa de nenhum compromisso assumido com o Bloco de Esquerda, com o PCP ou com o PEV", acentuou o primeiro-ministro.

Perante os jornalistas, António Costa disse ainda acreditar que nenhuma força política em Portugal tem o objetivo de ter um défice maior.

A combinação de políticas que nos tem permitido ter o maior crescimento deste século e o menor défice da história da nossa democracia tem resultado de políticas que temos negociado de ano a ano e diariamente com os nossos parceiros parlamentares. Vamos continuar a negociar com eles, vamos continuar a obter bons acordos e, sobretudo, bons resultados", declarou.

Neste contexto, o primeiro-ministro defendeu que Portugal tem de continuar a transmitir "um sinal de confiança - um sinal que até é "mais importante para os portugueses do que para a Comissão Europeia".

Esta tem sido a nossa política e vai continuar a ser a nossa política. Essa estabilidade é essencial para assegurar que o país continua a apresentar bons resultados", acrescentou.