O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, enalteceu esta terça-feira o "contributo único" de Maria Barroso e falou do "vazio" que deixa a morte daquela que considera ter sido "a mãe do PS".

"Maria Barroso foi sempre uma grande figura da sociedade portuguesa, uma exemplar primeira-dama. Para o Partido Socialista foi uma pessoa que deu um contributo único, foi a nossa única mulher fundadora", disse António Costa aos jornalistas, no final da reunião de dirigentes dos Socialista Europeus, que antecedeu a cimeira de emergência da zona euro que decorre hoje em Bruxelas.


O líder socialista enalteceu o papel de Maria Barroso em especial para o Partido Socialista (PS), considerando que "se Mário Soares é muitas vezes visto como o pai do PS, a Maria Barroso é seguramente a mãe do PS".

Mais do que para o PS, Costa considera que Maria Barroso deixa todos "um pouco órfãos".

"É um vazio que fica certamente no coração de todos nós, só preenchido pela memória do que deu ao PS, à liberdade e à democracia em Portugal", afirmou.


Maria de Jesus Barroso, 90 anos, presidente da Fundação Pro Dignitate, fundadora do PS, ex-deputada e mulher do antigo Presidente da República Mário Soares, morreu hoje no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internada em estado grave há 11 dias, na sequência de uma queda, que lhe provocou um traumatismo intracraniano.

O corpo está em câmara ardente no Colégio Moderno, em Lisboa, desde as 18:00 de hoje, realizando-se o funeral na quarta-feira para o Cemitério dos Prazeres, anunciou a família.

O funeral seguirá para o Cemitério dos Prazeres após a missa de corpo presente, que terá lugar às 10:00 na Igreja do Campo Grande.

A delegação do PS ao Parlamento Europeu vai organizar uma cerimónia simbólica na quarta-feira de manhã, no hemiciclo de Estrasburgo, como "último tributo" a Maria Barroso.