O secretário-geral do PS disse este sábado que a Europa tem vindo a aprender e tem agora “uma visão mais aprofundada” sobre o que é preciso fazer depois dos programas de ajustamento, esperando um acordo com a Grécia em breve.

António Costa assistiu este sábado aos cortejos parciais da Festa dos Tabuleiros, em Tomar, Santarém, um ensaio para o grande cortejo marcado para domingo à tarde, e passeou pelas ruas floridas da cidade, aproveitando para um contacto direto com a população.

Questionado sobre a possibilidade de uma reestruturação da dívida grega, o líder socialista disse esperar para ver como termina a negociação, desejando que haja rapidamente um acordo, não só para que a Grécia ultrapasse as suas dificuldades, mas também para devolver a confiança à zona euro.

“Há hoje uma visão mais aprofundada na Europa sobre o que é preciso fazer depois destes programas de ajustamento, do insucesso que em todos os países estas doses maciças de austeridade tiveram, nuns casos pior e noutros, onde não foi tão funda a austeridade, menos grave, mas a Grécia é mesmo o exemplo do país em que mais longe foram na aplicação da austeridade e que em pior resultado ficou”, declarou.


Para António Costa, a Europa “tem vindo a aprender e é preciso ter muita confiança que entre hoje e amanhã seja possível” um acordo.

O secretário-geral do PS criticou a postura de Pedro Passos Coelho e do seu Governo, que “todos os dias coloca e vê dificuldades" onde devia "procurar novas soluções”.

O primeiro-ministro recusou este sábado a possibilidade de um perdão de dívida à Grécia e alertou que o tempo para alcançar um proposta adequada para que o país tenha acesso a um terceiro resgate está a escassear.

António Costa saudou “o esforço” do presidente francês, François Hollande, e da Comissão Europeia ao longo desta semana para ser encontrado um acordo que permita à Grécia “ultrapassar as suas dificuldades e devolver a confiança à zona euro”, o que, disse, é também “excelente para Portugal, porque a ultima coisa que Portugal precisa é de mais crises na zona euro”.

“O que nós precisamos é de estabilidade para podermos resolver os nossos próprios problemas, que já são muitos”, disse, pedindo empenho ao Governo português para que haja uma boa solução para a Grécia.

Para António Costa, a semana, que começou “com grandes angústias” depois do resultado do referendo na Grécia, está a acabar “de forma mais esperançosa”.