O candidato às primárias do PS António Costa afirmou este sábado que para que exista consolidação orçamental sustentada é preciso resolver os problemas estruturais do país, garantindo que a sua agenda para a década o separa do Governo de direita.

António Costa falava aos jornalistas à entrada para a convenção «Mobilizar Portugal», que decorre hoje durante todo o dia em Aveiro, explicando que a agenda para a década que propõe elenca «as condições para resolver os problemas estruturais, sem os quais todos os outros problemas não serão resolvidos» de uma forma sustentada.

Questionado sobre o porquê da ausência da consolidação orçamental, o presidente da Câmara de Lisboa respondeu que para que esta exista «de uma forma sustentada» é preciso «resolver os problemas estruturais do país» e que «um dos erros maiores que este Governo cometeu foi achar que o princípio e o fim dos problemas em Portugal eram a dívida e o défice».

«É um erro pensar-se que nós resolveremos os problemas, designadamente da consolidação das finanças públicas, sem termos uma economia sã. E não teremos uma economia sã sem resolvermos os problemas estruturais. E também não se resolve a consolidação das finanças públicas sem critério. E o critério implica visão estratégica», justificou.

De acordo com António Costa, é preciso «ir à raiz dos problemas, ao fundo dos problemas e para isso temos que ter uma agenda que ataque esses problemas e por isso é uma agenda para a década».

«E nós temos uma longa trajetória daqui até às legislativas. Temos que ter a agenda para a década, apresentarei dentro de um mês a moção de orientação para as eleições primárias, que servirão de bases ao programa do Governo, e a seguir ao congresso do PS teremos um programa do Governo», antecipou.

O candidato às eleições primárias garantiu ainda que esta é a agenda que o separa do atual Governo de direita, afirmando-se como «uma alternativa à atual governação do PSD e do CDS».

«É isso que os portugueses nos pedem que sejamos, que nós construamos essa alternativa. É isso que estamos aqui a trabalhar para fazer», disse.