O primeiro-ministro, António Costa, disse este sábado que é necessário redefinir a função da economia do interior para ganhar a batalha da frente peninsular e realçou a importância da Unidade de Missão para o Interior neste combate.

"Aquilo que temos hoje de fazer é redefinir a função económica do interior e o país precisa muito que isso aconteça. Se não vencermos essa batalha, não sustentamos sequer os graus de coesão" conquistados até agora, afirmou o primeiro-ministro, durante a cerimónia de comemoração dos 100 dias de Governo que decorreu em Idanha-a-Nova.

Para o governante, a criação da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, que será coordenada pela deputada socialista Helena Freitas, "é da maior importância" para ganhar aquilo a que designou de "frente peninsular" e para o esforço de descentralização que considera necessário fazer nos próximos anos.

"Para isso é necessário alinhar as estratégias e que a Unidade de Missão seja capaz de por todo o Governo a trabalhar para este objetivo", disse.

Costa explicou que o relançamento da economia é fundamental para o país e exige uma melhoria na criação das condições de investimento e no aumento do potencial de crescimento.

"Para que o país possa, de uma forma sustentada, olhar para o futuro, é essencial aumentar o potencial de crescimento. O país definhou desde o princípio do século", sustentou.

E, neste âmbito, realçou que a valorização do território "é uma componente essencial" e considerou que toda a raia de fronteira "é fundamental para a afirmação da economia portuguesa no mercado ibérico" e, consequentemente, no mercado europeu.

O primeiro-ministro considerou ainda prioritário o "virar de página" em relação àquilo que historicamente ainda hoje condiciona o país.

Adiantou que se se quer ter uma administração mais eficiente, tem que se "apostar determinantemente na descentralização".

"A pedra angular da reforma do Estado é a descentralização. É assim que conseguiremos reformar o Estado", frisou.

O governante voltou a falar da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, como uma estrutura que "todos consideram destinada a ser uma missão impossível".

"Não há nenhuma razão para que não acreditemos que é possível mudar o interior", concluiu.

António Costa acrescentou que o mar e a fachada peninsular "são dois grandes domínios que permitirão alargar o espaço económico em Portugal".

O primeiro-ministro fez, este sábado, em Idanha-a-Nova, o balanço dos 100 dias de Governo.