O primeiro-ministro, António Costa, já felicitou Marcelo Rebelo de Sousa pela vitória nas presidenciais. O chefe do Governo formulou "votos dos maiores sucessos no exercício do seu mandato", reafirmando o compromisso de lealdade e cooperação institucional que tinha expressado, na cerimónia de tomada de posse do seu Executivo, a Cavaco Silva.

"Quero formular votos sinceros dos maiores sucessos no exercício do seu mandato. Ao Presidente da república agora eleito quero reafirmar o compromisso de máxima lealdade e compromisso institucional. que tive oportunidade de expressar ao atual Presidente da República."


Em São Bento, António Costa não deixou de lamentar o "valor muito elevado da abstenção", mas congratulou-se porque os portugueses, "ao contrário do que vem acontecendo noutros países europeus", rejeitaram "claramente as candidaturas populistas que se apresentavam anti-sistema". Para o primeiro-ministro este é um sinal de confiança na Democracia.
 

"Lamentando naturalmente o valor muito elevado da abstenção nestas eleições, quero congratular-me pelo facto de, ao contrário do que vem acontecendo noutros países europeus, os portugueses terem rejeitado claramente as candidaturas populistas que se apresentavam sendo anti-sistema ,o que revela uma saudável confiança de que é no quadro democrático e só no quadro democrático  que encontramos respostas para as ansiedades, os desgostos e os problemas que temos pela frente."


Marcelo Rebelo de Sousa venceu, à primeira volta, as eleições presidenciais ao obter 52% dos votos dos eleitores, segundo os dados provisórios fornecidos pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.  

Numa votação expressiva, Marcelo Rebelo de Sousa foi o mais votado em todos os distritos do país. A abstenção ficou em 51%. 

O segundo candidato mais votado foi Sampaio da Nóvoa, com 22% dos votos. 

E o terceiro lugar do pódio foi para Marisa Matias, com 10% dos votos, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, que conseguiu assim ficar à frente da socialista Maria de Belém Roseira, que não foi além dos 4,2% dos votos.