O primeiro-ministro, António Costa, desvalorizou e devolveu esta segunda-feira ao presidente do PSD a acusação de "esgotamento", alegando que Pedro Passos Coelho fez já "pela 23ª vez" esse tipo de declarações sobre o seu Governo.

António Costa falava aos jornalistas no final do primeiro de quatro dias de visita ao Brasil, depois de confrontado com as críticas feitas pelo presidente do PSD ao Governo no passado domingo, considerando-o "esgotado".

Esta solução está condenada ao fiasco e ao fracasso. Porquê? Porque não tem capacidade reformadora, se tiverem de reformar alguma coisa desentendem-se todos, não há apoio para o fazer", afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, no encerramento da Universidade de Verão do PSD.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro procurou desvalorizar essas afirmações proferidas pelo líder social-democrata.

Creio bem que deve ser a 23ª vez que ele [Pedro Passos Coelho] disse essa frase bastante original. Portanto, em matéria de esgotamento, creio que estamos entendidos", declarou.

Questionado sobre a situação de dificuldades financeiras comuns ao Brasil e a Portugal, António Costa contrapôs que "a melhor forma de sair da crise é investindo".

"Temos de aumentar o nível do trabalho comercial. Portugal, felizmente, inverteu a sua tendência de desaceleração da economia, tendo hoje concluído o programa de ajustamento com a União Europeia. Desejamos que o Brasil possa retomar rapidamente a sua trajetória de crescimento e, quando o fizer, vai voltar a ser aquilo que é: uma grande potência a nível mundial. Não são as crises que nos podem assustar, mas, pelo contrário, têm de nos motivar para trabalhar melhor", acrescentou.