António Costa, enquanto secretário-geral do PS, considerou esta quarta-feira que Portugal tem, neste momento, duas batalhas a travar no sentido de repor justiça em relação às aposentações e aos escalões do IRS.

Repor justiça à geração que teve que começar a trabalhar, naquilo a que Soeiro Pereira Gomes designava "na idade em que não tiveram a oportunidade de ser meninos" e que têm hoje carreiras contributivas muito longas” é uma dessas batalhas, nas palavras de António Costa, que falava num almoço, num hotel em Coimbra, com fundadores do Partido Socialista.

As pessoas com “carreiras contributivas muito longas têm direito a poder reformar-se sem terem qualquer penalização”, para que “possam encontrar um mínimo de justiça”, sustentou o líder socialista.

"Décadas de violência brutal de trabalho infantil"

António Costa lembrou que só no final da década de 60 do século passado foi estabelecida a idade de 14 anos e “só em [19]98 chegamos à idade mínima de 16 anos” para se começar a trabalhar em Portugal, considerando que o país “tem décadas de violência brutal de trabalho infantil”.

Esta é uma luta que vem do tempo do Partido Socialista de Antero de Quental e dos “vários movimentos socialistas, entre os quais a Acção Socialista Portuguesa, que deu lugar ao nascimento do PS”, disse António Costa, salientando que se trata de “uma luta antiga” que terá de ter “sempre continuidade”.

"Repor os escalões que foram eliminados"

No almoço, António Costa assumiu ainda que a outra “batalha que temos de travar”, tem a ver com o IRS (imposto sobre o rendimento de pessoas singulares).

Considerou ser necessária “maior justiça, começando a repor os escalões que foram eliminados nos anos da ‘troika’”, para que “os escalões mais baixos possam ter um tratamento mais justo e mais favorável”.