O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quinta-feira que "uma oposição cujo sucesso depende do fracasso alheio" não merece "grande apreço", manifestando-se "bastante confortável" com a ação governativa e satisfeito por todas as previsões de catástrofe anunciadas terem fracassado.

Numa conferência de imprensa no Palácio da Ajuda, em Lisboa, após o Conselho de Ministros extraordinário para assinalar os seis meses do Governo, que durou quase quatro horas, António Costa foi questionado sobre as críticas que vieram do PSD e do CDS ao primeiro meio ano deste executivo, começando por responder: "mesmo um otimista não espera elogios da parte da oposição".

"E sobretudo uma grande satisfação por verificar que todas as previsões de catástrofe que se anunciaram para a semana seguinte foram fracassando", acrescentou, considerando que "uma oposição cujo sucesso depende do fracasso alheio não é uma oposição que mereça grande apreço".

O primeiro-ministro não se mostra surpreendido com as críticas da oposição, mas sente-se "bastante confortável com aquilo que tem sido ação governativa ao longo destes seis meses" e aquilo que sente ser, "dia a dia, a confiança que os portugueses, os agentes económicos sentem relativamente a esta solução governativa".

"Aquilo que os portugueses esperam do Governo não é que o Governo seja oposição à oposição, é que o Governo se concentre naquilo que se deve concentrar: resolver os problemas do país, resolver as heranças, mas sobretudo construir um futuro de esperança e de confiança", disse.

Costa explicou aos jornalistas que esta reunião alargada serviu de balanço dos últimos seis meses, mas também para perspetivar os próximos meses da ação governativa.

O primeiro-ministro reiterou uma ideia que tinha já hoje defendido na rede social Instagram: "seis meses em que temos estado concentrados em trabalhar para cumprir os compromissos que assumimos com os portugueses, com os nossos parceiros da maioria parlamentar e com a União Europeia".

"Nem tudo foi fácil ao longo destes seis meses, mas também ninguém podia esperar que tudo fosse fácil. Nós estávamos bem conscientes das enormes dificuldades que tínhamos pela frente depois de quatro anos de uma política económica que frustrou os resultados e num contexto difícil de desaceleração da economia a nível mundial", assumiu.

Recordando que a prioridade deste primeiro meio ano do executivo socialista apoiado no parlamento pelos partidos da esquerda foi o relançamento da economia, António Costa explicou que há agora uma nova aposta: a execução do Programa Nacional de Reformas que "ainda a semana passada foi particularmente elogiado pela União Europeia".

Para este trabalho, o chefe do Governo espera contar "com a colaboração de todos", desde os parceiros aos partidos.