O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou esta quinta-feira à agência Lusa que a «situação de caos» nas urgências médicas constitui a prova de que o PSD rompeu o «consenso nacional», colocando-se como um adversário do Estado social.

Esta posição foi hoje assumida pelo líder socialista, depois de o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ter afirmado na quarta-feira à noite que «acabou com o mito de que apenas certos setores políticos conseguem dar expressão à preocupação com o Estado social, que estava em rutura há três anos e meio, mas que está hoje fortalecido, com menos dívidas, seja na saúde, na área social e, ao mesmo tempo, com mais vitalidade, mais rigor e mais exigência do que existia».

Na resposta a Pedro Passos Coelho, o secretário-geral do PS começou por observar que «ninguém deseja ter exclusivo da defesa do Estado social».