António Costa fez notar, já no final do debate quinzenal, esta sexta-feira, que, desta vez, a oposição não tocou no tema dos contratos de associação entre o Estado e os colégios privados. Em jeito de ironia, o primeiro-ministro afirmou, no Parlamento, que o assunto, que era "dramático" há duas semanas, hoje não mereceu qualquer referência por parte da direita. Para Costa, PSD e CDS meteram a "viola no saco".

"Aquilo que era dramático há 15 dias não mereceu sequer uma referenciazinha, nem um segundo de atenção aos colégios."

O chefe do Executivo aproveitou a intervenção do líder da bancada socialista, Carlos César, para corroborar a ideia de que o Governo é novo, mas "a oposição é velha". Costa criticou o silêncio do PSD e do CDS, afirmando que os partidos de direita "não têm nada a dizer sobre coisa nenhuma para o futuro do país".

"Da oposição ouvimos zero. A oposição não tem nada a dizer sobre qualificações, sobre inovação, sobre coisa nenhuma para o futuro do país. Hoje já não conseguem disfarçar o azedume que a cada semana cresce porque a cada semana não se concretiza a hecatombe que tinham anunciado para a semana seguinte." 

E continuou: "A verdade é que seis meses passados, nenhuma hecatombe pré-anunciada ou catástrofe que estava prevista se verificou".

Antes, Carlos César tomou da palavra para comentar o novo slogan do PSD, "Levar Portugal a sério", desafiando a oposição a participar no debate sobre os "desafios internos" no país e na defesa dos "interesses" nacionais no exterior. "É preciso levar a política a sério", afirmou.

"Parabéns. Que tal levar a sério o país que nos deixaram? Nós não desejamos a vossa vitória, mas desejamos a vossa credibilidade para os desafios internos, para que nos ajudem na prevalência dos nossos interesses no exterior. É preciso levar a política a sério. A oposição está nos últimos seis meses com grande dificuldade em levar a sério o seu papel."

O líder da bancada socialista também salientou as políticas e os resultados deste Governo, dando como exemplo o crescimento da economia. E sobre as sanções de Bruxelas, afirmou que não é por causa do atual Executivo que há risco de elas serem aplicadas, mas sim por causa do governo anterior.