O dirigente socialista Joaquim Raposo vai ser o presidente da Comissão Organizadora do Congresso (COC) do PS, que se realizará nos próximos dias 29 e 30 de novembro, no Parque das Nações, em Lisboa.

Fonte oficial deste partido disse à agência Lusa que a proposta foi apresentada pela presidente do PS, Maria de Belém Roseira, no início da reunião da Comissão Nacional do partido.

Joaquim Raposo, ex-presidente da Câmara da Amadora, já foi o presidente das comissões organizadoras dos dois últimos congressos nacionais do PS, realizados em 2011 e 2013.

Membro do Secretariado Nacional do PS, Joaquim Raposo foi apoiante do secretário-geral demissionário, António José Seguro nas eleições primárias de 28 de setembro, que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, venceu com cerca de 70 por cento dos votos.

A escolha de Joaquim Raposo para continuar a presidir à COC é, segundo fonte socialista, um sinal de consenso interno naquela força política após a disputa entre António Costa e António José Seguro.

Maria de Belém indisponível para continuar nas funções de presidente

A ex-ministra Maria de Belém Roseira afirmou hoje que já transmitiu ao candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, a intenção de abandonar as funções de presidente do PS após o próximo congresso nacional deste partido.

Maria de Belém transmitiu hoje esta posição antes da reunião da Comissão Nacional do PS, que aprovará as datas de 29 e 30 de novembro para a realização do próximo congresso, que decorrerá em Lisboa, no Parque das Nações.

«Já transmiti ao doutor António Costa que não pretendo continuar» presidente do PS, declarou Maria de Belém aos jornalistas.

A ainda presidente do PS alegou que, nestes cargos partidários, «é sempre bom que haja renovação».

«O resto é conversa privada entre mim e o doutor António Costa», declarou.

Maria de Belém Roseira, ex-ministra dos governos liderados por António Guterres, foi eleita presidente do PS em setembro de 2011, sucedendo neste cargo a António de Almeida Santos.

Em termos de calendário, a Comissão Nacional do PS prepara-se para aprovar uma alteração à data das eleições primárias para o cargo de secretário-geral.

A proposta inicial apontava que as eleições primárias se realizariam apenas a 21 de novembro, mas agora a Comissão Nacional deve aprovar as datas de 21 e de 22 desse mês.

Apesar de as eleições diretas se prolongarem por dois dias, cada federação distrital escolherá entre 21 e 22 de novembro para as realizar.

Comissão Nacional termina em menos de uma hora

A Comissão Nacional do PS terminou hoje, ao fim de menos de uma hora de reunião, sem qualquer intervenção política de fundo, ocupando-se essencialmente da votação do regulamento do congresso, que foi aprovado por unanimidade.

Assim, o próximo Congresso Nacional do PS vai realizar-se a 29 e 30 de novembro, no Parque das Nações, em Lisboa, estando as eleições primárias para o cargo de secretário-geral marcadas para os dias 21 e 22 desse mesmo mês.

Não tendo havido qualquer intervenção política nesta Comissão Nacional do PS, que estava marcada para as 21:00 horas - mas que se iniciou mais tarde por causa do jogo de futebol entre as seleções da Dinamarca e de Portugal, em Copenhaga -, a presidente dos socialistas, Maria de Belém Roseira, anunciou que em breve se realizará uma Comissão Política deste partido.

Essa Comissão Política Nacional do PS, ainda sem data, deverá ser aberta a todos os deputados e terá como ponto principal da ordem de trabalhos a análise à proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012.

Costa apresenta dia 06 de novembro candidatura a secretário-geral

O candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que apresentará no dia 06 de novembro a sua candidatura a secretário-geral do PS, cujas eleições diretas se realizam nos dias 21 e 22 desse mês.

Esta foi a única informação avançada por António Costa na reunião da Comissão Nacional do PS. «Apresentarei dia 06 [de novembro] a minha candidatura a secretário-geral do PS», declarou.

António Costa recusou-se a responder a questões dos jornalistas sobre atualidade política, alegando que, neste momento, o PS «tem uma direção que está em funções e uma líder, que é a doutora Maria de Belém».

«As perguntas sobre o funcionamento normal do partido devem ser para já dirigidas» a Maria de Belém.