O primeiro-ministro defendeu, esta quinta-feira, no debate quinzenal, que "a melhoria da economia em 2015 era aparente e não era real”, acrescentando que "os dados económicos do segundo semestre deram sinais claros de esgotamento da recuperação".

A melhoria da situação económica em 2015 era aparente e não real. Os dados económicos do segundo semestre deram sinais claros de esgotamento da recuperação, com um crescimento económico anémico, as exportações em clara desaceleração, o investimento em queda e a subida da taxa de desemprego".

No entanto, António Costa defende que o Governo atual propôs "criar um maior equilíbrio entre a consolidação orçamental e a promoção do crescimento económico e da coesão social, dando prioridade ao rendimento das famílias e ao crescimento das empresas" para conseguir colocar o país no "rumo certo",

"Não obstante as tentativas sucessivas de ameaçar com nuvens negras há uma melhoria dos índices económicos", garante.

"O que quer dizer com aparente?"

A abertura de debate provocou desconforto na bancada do PSD que não tardou em atacar o primeiro-ministro, dizendo que este "não resiste a falar do passado". "Mas nós não temos problemas com isso", garante Luís Montenegro.

O que quer dizer com aparente? Se o resultado de 2015 é aparente por que não mudou o cenário macroeconómico de 2016? É aparente ou real o resultado de 2015?"

Para António Costa, não há dúvidas e reitera que "os resultados iniciais de 2015 não se confirmaram e eram aparentes".

Os resultados do primeiro semestre que tive oportunidade de analisar demonstram bem a desaceleração em que estávamos no segundo semestre de 2015. Estávamos na desaceleração do desemprego, no crescimento, nas exportações, estávamos em desaceleração."

E deu como exemplo "o caso exemplar" das exportações que "no primeiro trimestre de 2015, as exportações cresceram 7,1%, mas a verdade é que no último trimestre de 2015 as exportações caíram para um crescimento de 2,6%.".

Portanto, ou o senhor deputado me comprova que 2,6% é maior que 7,1%, ou tenho que concluir que o crescimento das exportações desacelerou do início para o fim do ano".