O primeiro-ministro António Costa disse, este sábado à noite, que o fogo de Pedrógão Grande provocou "a maior tragédia de vidas humanas dos últimos anos". O primeiro-ministro não afastou possibilidade de o número subir.

Não está ainda apurada a totalidade das vítimas, mas com número de vítimas mortais já confirmadas, estamos perante a maior tragédia que temos vivido", disse o primeiro-ministro, à chegada à Proteção Civil, em Carnaxide, onde vai acompanhar a situação operacional de combate aos fogos. 

Sobre meios de combate aos incêndios, António Costa remeteu declarações para depois da reunião com o presidente da ANPC, o coronel Joaquim Leitão, e com o comandante operacional nacional da Proteção Civil, Rui Esteves: "Sobre meios, falaremos daqui a pouco".

Vamos fazer o ponto da situação, também a previsão de qual é a evolução meteorológica nas próximas horas e nos próximos dias, e ver se é necessário tomar alguma medida", disse.

O primeiro-ministro defendeu que "a prioridade, neste momento, naturalmente, é controlar os incêndios que estão a ocorrer, procurar que não haja novas vítimas", acrescentando: "Simultaneamente, tem-se estado a fazer o levantamento das vítimas já existente. E, a seu tempo, obviamente, temos de apurar o que é que aconteceu".

António Costa salientou que o secretário de Estado da Administração Interna tem estado em Pedrógão a acompanhar a situação e que a ministra da Administração Interna e o Presidente da República estavam também, entretanto, "no local ou próximo do local", adiantando que "têm tido dificuldades em aproximar-se porque o fogo está muito intenso".