O primeiro-ministro, Passos Coelho, destacou hoje o «arranque do ano escolar sem os improvisos» de outros tempos, em que «não se sabia se os professores tinham colocação e se as escolas estavam prontas».

Passos Coelho falava na sessão solene de abertura do ano letivo, na Escola Secundária Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, em que enalteceu «o esforço e profissionalismo de muita gente, nomeadamente dos professores, para que o regresso às aulas possa ocorrer com normalidade».

O primeiro-ministro justificou que «a educação não está divorciada do país» na necessidade de racionalizar os meios, tanto mais que há uma acentuada diminuição demográfica e são os alunos que justificam as escolas, mas garantiu que «os esforços não resultam de nenhuma embirração com os profissionais destas políticas públicas, mas das restrições» a que o país está obrigado.

«O maior orçamento que temos é o dos juros da dívida, o segundo é o da Saúde e o terceiro é o da Educação, colado ao da Segurança Social. Sabemos que a educação é essencial, mas também que a economia não liberta meios para esse nível de despesa e essa diferença tem de ser paga por alguém, pelo que temos de mudar a lógica: em vez de anualmente acrescentar défice, temos de fazer o contrário», explicou.

Passos Coelho elogiou o ministro da Educação, Nuno Crato, por ter empreendido a reorganização da rede escolar e em simultâneo «manter o relacionamento institucional com os sindicatos e as direções das escolas, com sentido de responsabilidade».

Referiu-se ao entendimento conseguido no início do verão com os sindicatos, em que, considerou, o Governo não cedeu, mas apenas «demonstrou que não tem obsessão por metas» e haverá uma avaliação durante o ano letivo para ver se os objetivos a atingir de racionalização precisam ou não de mais decisões.

De Nuno Crato disse ainda que «tem tido uma condução política com muito equilíbrio», incentivando-o a prosseguir esse caminho.