O Presidente da República considerou esta sexta-feira que o ano letivo "de uma maneira geral começou bem" e defendeu a possibilidade serem feitas “correções” a situações “injustas ou discutíveis” entre os concursos que se realizam de quatro em quatro anos.

No Porto, à margem de um almoço com jovens no Arco Maior, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que "pode haver" queixosos no meio de "tantos milhares" de docentes que participam de quatro em quatro anos nos concursos de colocação de professores.

Apesar do tudo, este ano letivo, de uma maneira geral, começou bem, quer a nível do básico do secundário, quer a nível do pré-escolar, quer a nível mesmo do superior", considerou o chefe de Estado, instado a comentar o início do ano letivo.

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu, no entanto, que nem tudo é perfeito, deixando uma possível solução.

"Agora é evidente que olhando para a colocação de professores do básico e do secundário há um regime, que é de quatro em quatro anos há um concurso, um concurso que envolve milhares e milhares de pessoas, pode haver casos, no meio de tantos milhares de pessoas, de queixosos", analisou.

Por isso, acrescentou, poderá não ser “má ideia” existir entre esses concursos correções.

Uma ideia que eu já vi abordada e que não me pareceu uma má ideia, apesar dos concursos serem de tantos em tantos anos, não é uma má ideia haver entre esses concursos correções se, porventura, houver situações que se descobre serem injustas ou discutíveis do ponto de vista legal, nomeadamente se os tribunais chegarem à conclusão que a interpretação era uma e não outra, então não se vai estar à espera quatro anos para se corrigir", disse.