O secretário-geral do PS defendeu este domingo que, tal como em 1975, é preciso contrariar quem nega a existência de uma alternativa política para o país e afirmou pretender fazer das próximas eleições «uma grande festa da democracia».

António Costa falava aos jornalistas à chegada à Estação de São Bento, no Porto, após ter viajado desde Lisboa num comboio especial fretado pelo PS, numa ação integrada no 42º aniversário deste partido fundado em Bad Munstereifel, na República Federal Alemã, em 1973.

Rodeado por muitos militantes e simpatizantes do PS/Porto e pelas centenas de socialistas que viajaram consigo no comboio especial, António Costa salientou que o PS, além do seu aniversário, também comemora hoje os 41 anos do 25 de Abril e os 40 anos da sua vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte - as primeiras realizadas pelo atual regime democrático.

Depois, partindo do facto de as eleições para a Assembleia Constituinte de 25 de Abril de 1975 terem registado a mais baixa taxa de abstenção da história democrática, o secretário-geral do PS deixou um veemente apelo à participação dos eleitores nas próximas legislativas.

Tal como em 1975, «ao contrário do que querem hoje também fazer crer, é sempre possível escolher, é sempre decidir o caminho que se quer percorrer, há uma alternativa».


«Como há 40 anos, podemos fazer das próximas eleições [legislativas] uma grande festa da democracia, com uma grande participação cívica dos cidadãos para a afirmação de uma alternativa, devolvendo a esperança e a confiança aos portugueses. Isso é absolutamente decisivo», considerou o líder socialista.

Sobre as presenças no comício de hoje dos antigos líderes do PS e antigos presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio, António Costa referiu que esse "é um sinal muito positivo", já que pode contar «com todo o PS unido e mobilizado».

«A presença de Mário Soares, que é o nosso fundador e militante número um, mas também as participações de Ferro Rodrigues e de Jorge Sampaio, representam um grande sinal sobre a vitalidade e força do PS. Ao longo dos últimos 40 anos, o PS sempre foi decisivo em Portugal para manter a liberdade e a democracia, para a integração europeia ou na criação do Serviço Nacional de Saúde, no complemento solidário para idosos e no desenvolvimento do ensino pré-escolar», sustentou à Lusa.


Após estas declarações, centenas de militantes e simpatizantes socialistas, mas sem a companhia de António Costa, fizeram a pé, debaixo de um sol ameno, o percurso entre a Estação de São Bento e o Palácio de Cristal, onde se realizará o comício do PS.